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04/06/2025
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Não há espaço para vitimismo: é preciso humildade para pedir desculpas a vereadora concordiense


Já tratamos aqui na Página Quatro sobre o discurso da vereadora Rutineia Rossi (PL), que utilizou a expressão “baianada” ao criticar ações do governo municipal anterior. A fala, amplamente criticada por seu tom pejorativo e xenofóbico, gerou reações indignadas de cidadãos e lideranças que defendem o respeito à diversidade cultural e regional.

No primeiro momento, a vereadora optou pelo silêncio. Agora, em vez de reconhecer publicamente o equívoco e buscar um gesto de reparação, passou a adotar uma postura de vitimização, afirmando em postagem recente: “Não sou criminosa.” A crítica, no entanto, não é apenas jurídica — é ética, política e social. De uma representante eleita, espera-se postura responsável diante do impacto de suas palavras.

Enquanto isso, a mesma Câmara de Vereadores de Concórdia, sob determinação do presidente Closmar Zagonel (MDB), lançou uma campanha institucional contra a xenofobia. Um gesto louvável e necessário, que reforça o compromisso público com o respeito às diferenças culturais — justamente o que foi colocado em xeque na fala da parlamentar.

Diante desse contraste, a postura de Rutineia Rossi se distancia do papel de liderança que se espera de qualquer agente público. Palavras têm peso — especialmente dentro do plenário. E quem exerce mandato deve estar preparado para lidar com esse peso com responsabilidade e, quando necessário, com humildade.

Errar é humano. Mas negar o erro e inverter os papéis, colocando-se como vítima quando se foi agente da ofensa, é uma escolha — e uma escolha infeliz. Não se trata de perseguição nem de “cancelamento”, mas de responsabilidade pública. A sociedade evolui, e espera que suas lideranças façam o mesmo.

Não há espaço para orgulho ferido quando o que está em jogo é o respeito mútuo. Nesses momentos, cabe reconhecer, pedir desculpas e aprender — jamais insistir em se vitimizar.

Enquanto o presidente da Câmara dá exemplo de cidadania, a vereadora Rutineia fragiliza a imagem do Legislativo ao insistir no erro e recusar o caminho mais nobre: um simples pedido de desculpas.


Fonte: Douglas FORTES,Página 4
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